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O Guia VIBE CODING para Devs NO CODE (vale a pena migrar?)
AI Coding & Vibe Coding Bubble FlutterFlow

O Guia VIBE CODING para Devs NO CODE (vale a pena migrar?)

Renato Asse
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Vibe Coding vs No Code em 2026: Qual vale a pena?

Qual realmente vale mais a pena para criar SaaS e aplicativos escaláveis em 2026? Neste guia definitivo de Vibe Coding, você vai entender na prática quando usar No Code (Bubble, FlutterFlow, WeWeb) e quando optar pelo desenvolvimento assistido por IA.

A ideia aqui não é vender hype nem defender ferramenta por torcida. O objetivo é responder com clareza o que realmente muda quando você sai do No Code tradicional e entra no universo do vibe coding, onde o código é gerado por IA, versionável, editável e totalmente seu.

Além do Hype: A realidade de produzir SaaS com IA

Muitos acreditam que o vibe coding serve apenas para protótipos simples. No entanto, já existem aplicativos complexos rodando em produção de verdade, incluindo:

  • SaaS com usuários reais e ativos;
  • Ferramentas internas robustas;
  • Sistemas com integrações complexas de IA;
  • Bancos de dados estruturados, autenticação e pagamentos.

Comparativo direto: Bubble e FlutterFlow vs. Vibe Coding

É fundamental entender onde o drag and drop do Bubble e do FlutterFlow ainda é imbatível e onde ele começa a virar um gargalo técnico para o desenvolvedor.

Onde o No Code ainda vence

As ferramentas visuais oferecem uma velocidade de abstração inicial muito alta. Se o seu objetivo é uma interface rápida sem precisar entender a lógica por trás de cada linha de código, elas ainda cumprem bem esse papel inicial.

O Gargalo do “Drag and Drop”

O problema surge na manutenção e evolução do produto. Editar workflows visualmente pode se tornar confuso em projetos de grande escala. No vibe coding, lidamos com funções reais em código, o que impacta positivamente na performance e na facilidade de manutenção.

Controle Técnico: Front-end e Back-end

Um ponto central nessa transição é o entendimento claro entre front-end e back-end. No Bubble, muitas vezes essas camadas são abstraídas de forma que se misturam. No vibe coding, você retoma o controle sobre essas camadas sem necessariamente precisar ser um programador experiente, pois a IA auxilia na construção.

“Ter o código em mãos devolve o controle técnico e faz toda a diferença para quem pensa em construir um ativo de longo prazo, sem ficar preso a uma única plataforma.”

Segurança, Escala e a Questão do Lock-in

Muitos projetos em Bubble podem se tornar caros para escalar devido aos modelos de precificação baseados em consumo. O vibe coding muda essa dinâmica por completo:

  1. Custos: Você tem total liberdade para escolher onde hospedar sua aplicação.
  2. Escala: Código nativo e bem estruturado performa melhor sob alta demanda de usuários.
  3. Propriedade: Você é o dono do código. Se desejar mudar de infraestrutura, o projeto é seu e pode ser movido sem perdas.

Guia prático de migração

Para quem já possui um SaaS em Bubble ou FlutterFlow e considera a migração, aqui estão os critérios essenciais:

  • Identifique o gargalo: Verifique se o seu problema atual é custo, limitação técnica ou performance.
  • Aprenda as camadas: Comece a entender como o front-end consome APIs do seu back-end.
  • Transição Modular: Não é necessário reescrever tudo do zero imediatamente; você pode começar migrando módulos específicos ou novas funcionalidades para testar a nova stack.

Este guia busca poupar seu tempo e evitar erros caros na escolha da sua stack tecnológica para os próximos anos.

Renato Asse

Renato Asse

Fundador da Comunidade Sem Codar

Renato Asse é fundador da Comunidade Sem Codar, a maior escola No Code e Inteligência Artificial da América Latina, com mais de 25 mil alunos formados.

Eleito o melhor professor de Bubble do mundo (#1), atua como embaixador oficial da Lovable, Bubble, FlutterFlow e WeWeb no Brasil. Pioneiro no setor, criou o primeiro canal de No Code no Youtube no país, alcançando mensalmente mais de 1 milhão de pessoas.